Quais cirurgias mamárias existem e como escolher a técnica mais adequada?

Resumo
As cirurgias mamárias podem aumentar volume, elevar mamas caídas, reduzir tecido, retirar implantes, reconstruir estruturas ou tratar a ginecomastia masculina. Cada indicação depende da anatomia, da pele, do histórico e do desejo individual. O planejamento personalizado orienta a busca por naturalidade e proporção.
Principais tópicos
A FDA e a Anvisa ressaltam que os implantes mamários não são dispositivos vitalícios e podem exigir acompanhamento contínuo e, em alguns casos, novas cirurgias ao longo do tempo.
A mastopexia reposiciona a mama ao remover excesso de pele e remodelar tecidos, com ou sem implante.
A mamoplastia redutora melhorou significativamente a qualidade de vida em 95 pacientes avaliadas em 2024.
Em 4.996 homens submetidos à cirurgia de ginecomastia, a taxa de complicações em 30 dias foi de 4,4%.
A reconstrução mamária pode empregar implantes, tecidos autólogos e enxertia de gordura.
Introdução
A cirurgia mamária não se resume à escolha entre colocar ou não silicone. Volume, posição do complexo aréolo-papilar, excesso de pele, tecido glandular, assimetrias e qualidade da cobertura são variáveis diferentes e podem exigir soluções distintas. Gestação, oscilações de peso, envelhecimento e procedimentos prévios também modificam a anatomia. Por isso, entender cada técnica ajuda a alinhar expectativas.
Para o Dr. Kauê Sucena, o ponto de partida é compreender o desejo da paciente e relacioná-lo às possibilidades anatômicas. Nesse sentido, naturalidade não significa necessariamente uma mama pequena, nem elegância corresponde a um único formato. O planejamento considera tórax, base mamária, pele, posição do mamilo, tecido disponível e resultado desejado. Assim, a técnica é escolhida para atender ao projeto individual.
Quando o implante de silicone é indicado e o que significa cicatriz ultra reduzida?
O implante mamário pode ser indicado quando há desejo de aumentar o volume, recuperar o preenchimento ou modificar as proporções das mamas. O dispositivo varia em dimensões, formato, projeção e posicionamento, e essas características precisam ser definidas de acordo com a anatomia, a qualidade dos tecidos e os objetivos de cada paciente. Além disso, a FDA ressalta que os implantes não são dispositivos vitalícios e que, ao longo do tempo, podem ocorrer alterações como ruptura e contratura capsular, eventualmente exigindo acompanhamento específico ou novas cirurgias.
No Brasil, a Anvisa também reforça a importância do acompanhamento desses dispositivos. Em seu Boletim Informativo de Tecnovigilância sobre Implantes Mamários, a Agência informa que a durabilidade pode variar conforme o tipo de implante e as condições da paciente, mencionando uma vida útil média de 10 a 15 anos. A substituição, entretanto, pode ser necessária antes desse período em situações como ruptura, contratura capsular ou outras complicações. Dessa forma, não existe uma indicação de troca baseada apenas no tempo de uso, e tanto o acompanhamento quanto uma eventual nova intervenção devem ser definidos individualmente.
Já a expressão “implante com cicatriz ultra reduzida” descreve uma estratégia de acesso que busca utilizar uma incisão tão pequena quanto seja compatível com a colocação segura do implante, a anatomia da paciente e as características do dispositivo escolhido. Contudo, não existe na literatura um comprimento universal que defina essa expressão, nem ela deve ser entendida como sinônimo de cicatriz imperceptível. No planejamento do Dr. Kauê Sucena, portanto, a extensão da incisão é subordinada à segurança da colocação do implante e à busca por um resultado proporcional e adequado às particularidades de cada caso.
Quando a mastopexia precisa de implante, gordura ou pode ser feita sem prótese?
A mastopexia trata a queda da mama, chamada ptose, reposicionando e remodelando os tecidos. Pode ser feita sem prótese quando existe volume suficiente e a paciente deseja uma composição autóloga. Por outro lado, quando também há intenção de aumentar volume ou preencher o polo superior, pode ser associada a implante, formando uma mastopexia com aumento.
Além disso, abordagens híbridas podem combinar lifting, implante e enxertia de gordura para distribuir o volume de forma personalizada. A gordura é retirada da própria paciente e utilizada em áreas selecionadas para refinar cobertura e contorno. Contudo, “mastopexia híbrida” não possui definição única na literatura. Assim, o Dr. Kauê define a combinação conforme pele, tecido mamário, proporções e resultado desejado.
Tecnologias de retração podem substituir a mastopexia tradicional?
Não em todos os casos. Tecnologias baseadas em energia podem produzir contração tecidual e vêm sendo avaliadas em pacientes selecionadas com flacidez limitada. Entretanto, quando há ptose importante e excesso relevante de pele, a mastopexia convencional continua baseada na retirada de pele e remodelação dos tecidos. Portanto, radiofrequência ou plasma não são substitutos universais de um lifting mamário.
Publicações recentes mostram resultados promissores com radiofrequência e plasma de hélio, porém a evidência ainda é limitada. Em uma avaliação prospectiva de 2025, apenas 15 pacientes foram acompanhadas por 180 dias, com melhora fotográfica identificada em 11 delas. Nesse contexto, o Dr. Kauê considera essas tecnologias possíveis recursos complementares, cuja indicação depende da elasticidade da pele e do grau de queda.
Quando mamoplastia redutora e explante de silicone são indicados?
A mamoplastia redutora diminui volume e peso mamário e também remodela a mama. Pode ser indicada por objetivos estéticos ou sintomas associados à hipertrofia. Em 2024, Molle et al. acompanharam 95 pacientes e observaram melhora significativa da qualidade de vida, com satisfação média de 81 em 100. Entretanto, técnica e quantidade removida dependem de volume, pele, proporção e posição da aréola.
O explante remove próteses previamente colocadas e pode decorrer de preferência pessoal, alterações estéticas, ruptura, contratura capsular ou outras situações clínicas. Dependendo dos tecidos após a retirada, pode ser associado a mastopexia, remodelação glandular ou enxertia. Dessa forma, explantar não significa apenas retirar o dispositivo: é necessário planejar como pele, volume e formato serão reorganizados.
Como a ginecomastia e a cirurgia reparadora da mama são tratadas?
A ginecomastia é o aumento benigno da mama masculina e pode exigir lipoaspiração, retirada glandular e, em casos selecionados, tratamento do excesso de pele. Antes da cirurgia, causas clínicas ou medicamentosas podem precisar de investigação. Dados de 4.996 homens publicados em 2024 registraram complicações em 4,4% nos primeiros 30 dias. Nesse grupo, o planejamento busca um tórax masculino proporcional.
Já a cirurgia reparadora busca recuperar forma, volume ou simetria após alterações congênitas, câncer, trauma ou cirurgias anteriores. Conforme o caso, pode utilizar implantes, expansores, enxertos de gordura ou tecidos autólogos. Algumas reconstruções demandam mais de uma etapa. Para o Dr. Kauê, o planejamento considera a história clínica e aquilo que a paciente deseja recuperar, conciliando simetria e naturalidade.
Como saber qual cirurgia mamária faz sentido para o seu caso?
A estratégia é definida pela combinação entre desejo, anatomia e segurança. Nesse sentido, durante a consulta, o Dr. Kauê Sucena avalia volume, flacidez, pele, posição do mamilo, assimetrias, largura do tórax, histórico e expectativas para discutir implante, mastopexia, redução, explante, enxertia ou associação de técnicas. Para compreender qual abordagem pode produzir resultado natural e elegante, agende uma consulta para planejamento individualizado.
Considerações Finais
Cirurgias mamárias tratam necessidades diferentes e não devem ser escolhidas apenas pelo nome. Implantes aumentam ou restauram volume; mastopexias reposicionam; reduções diminuem excesso; explantes retiram dispositivos; reconstruções recuperam estruturas; e a ginecomastia exige abordagem própria para o homem. Recursos híbridos e tecnologias de retração ampliam possibilidades, mas exigem indicação criteriosa.
Em síntese, o resultado mais coerente nasce da combinação entre técnica e compreensão do objetivo individual. Para o Dr. Kauê Sucena, naturalidade e elegância não correspondem a medidas fixas nem a um único padrão de mama. Elas dependem da relação entre tórax, volume, pele, proporções e desejo da paciente. Dessa forma, o planejamento personalizado define quais técnicas fazem sentido em cada situação.
FAQ: perguntas frequentes sobre cirurgias mamárias
Implante de silicone corrige mama caída? Nem sempre. O implante acrescenta volume, mas uma ptose mais evidente pode exigir mastopexia para reposicionar e remodelar a mama. A indicação depende principalmente da posição dos tecidos e da pele.
É possível fazer mastopexia sem silicone? Sim. Quando existe tecido mamário suficiente, a mastopexia pode remodelar a própria mama sem implante. A escolha depende do volume existente e do resultado desejado pela paciente.
O que é mastopexia híbrida? O termo costuma descrever técnicas que associam diferentes recursos, como implante e enxertia de gordura, ao lifting mamário. Entretanto, a nomenclatura não possui uma definição universal e a combinação deve ser especificada pelo cirurgião.
Quem retira o silicone precisa fazer mastopexia? Não obrigatoriamente. Entretanto, após o explante podem permanecer flacidez, alteração de formato ou redução de volume, tornando mastopexia ou enxertia opções em determinados casos.
Mamoplastia redutora serve apenas para fins estéticos? Não. Além de remodelar a mama, a redução pode melhorar sintomas e qualidade de vida associados à hipertrofia mamária. Em uma publicação de 2024, houve melhora significativa após a cirurgia.
Ginecomastia é tratada da mesma forma que uma cirurgia mamária feminina? Não. No homem, o planejamento considera a quantidade de gordura, tecido glandular e pele, buscando restaurar um contorno torácico masculino. A estratégia pode envolver lipoaspiração e retirada da glândula.
Referências
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Dr. Kauê Sucena
Cirurgião Plástico · CRM 183971/SP · RQE 151992













